PLANOR

O Plano Nacional de Recuperação de Obras Raras - PLANOR  foi criado em 1983 pela portaria nº19 da Secretaria da Cultura, do então Ministério da Educação e Cultura. O Ministério da Cultura tornou-se órgão independente dois anos após, em 1985.

A partir de 2004, com a nova estrutura organizacional da Fundação Biblioteca Nacional, o PLANOR passou a ter gerência própria, estando subordinado à Coordenadoria de Acervo Especial – CAE – do Centro de Coleções e Serviços aos Leitores – CCSL.

OBJETIVOS

  • Identificar, coletar, reunir e disseminar através da Fundação Biblioteca Nacional informações sobre acervos raros existentes no Brasil.

  • Fornecer orientações sobre procedimentos técnicos na identificação, organização, tratamento técnico e gestão desse patrimônio, conforme normas adotadas pela Fundação Biblioteca Nacional.

  • Prestar assessoria técnica a outras instituições com a finalidade de orientar quanto à organização e preservação de acervos raros existentes no País, além de desenvolver programas de formação e aperfeiçoamento de mão de obra especializada.

  • Ações

  • Elaboração e execução de projetos no âmbito do acervo raro.

  • Realização de visita técnica, a convite das instituições curadoras de acervos raros; e posterior emissão de parecer técnico, contendo as informações e impressões coletadas durante a visita.

  • Promoção de Eventos e Cursos, que visam a capacitação profissional na identificação, processamento técnico e gestão de acervos raros e de memória.

  • Gerenciamento do Catálogo do Patrimônio Bibliográfico Nacional – CPBN, que reúne dados referenciais e registros bibliográficos de obras dos séculos XV ao XIX, de acervos raros de instituições públicas e privadas existentes no País, divulgados através de catálogo online.

  • Realização do Encontro Nacional de Acervo Raro – ENAR, evento bienal realizado na sede da Fundação Biblioteca Nacional, onde são recebidos participantes de todo o Brasil. Em cada edição são propostas temáticas que permitam intercâmbios de informações e troca de experiências no âmbito do acervo raro e de memória.

  • Publicação semestral do Boletim Informativo do Planor, periódico que visa documentar e disseminar informações sobre ações e eventos relacionados a acervos raros e especiais.

  • Organização e disponibilização do Guia do Patrimônio Nacional de Acervos Raros e Antigos, obra de referência que relaciona de maneira sistemática informações sobre bibliotecas e instituições curadoras de acervos raros e especiais em todo o Brasil.

 

LOGOMARCA DO PLANOR - HISTÓRICO

A logomarca do PLANOR é inspirada na segunda das seis marcas do impressor Guy Marchant (ativo em Paris entre 1483 e 1505/1506). Em seu topo, há um jogo de palavras: uma partitura mostrando as notas Sol e Lá, e a palavra latina “fides” sobre a palavra “ficit”. Esta composição corresponde à sentença “Sola fides su[per f]ficit”, que pode ser traduzida do latim como “Apenas a fé é suficiente”. Trata-se de uma referência ao hino Pange Lingua Gloriosi Corporis Mysterium, de São Tomás de Aquino, (“Ad firmandum cor sincerum / Sola fides sufficit” ou “Para dar firmeza a um coração sincero, apenas a fé é suficiente”). No centro da gravura, duas mãos surgem de nuvens e se cumprimentam: um motivo frequentemente relacionado à ideia de concórdia – e uma possível referência aos santos Crispim e Crispiniano, que apareceriam mais tarde nas novas divisas de Guy Marchant. Esta marca é bastante representativa da sofisticação dessas antigas formas de logomarca que, além de identificar o impressor, também evocavam aspectos de sua visão de mundo.
Pedro Germano Leal
PhD em Estudos do Texto e da Imagem, Stirling Maxwell Centre/ University of Glasgow, Escócia.